• 30 de novembro de 2018

Um game em plataforma mista

Um game em plataforma mista

Leia na íntegra a transcrição da reportagem publicada pelo Diario de Pernambuco sobre a Ensina e o jogo A Liga dos Guardiões das Cidades – No combate ao Aedes Aegypt

Ensina Jogos Educativos cria jogo educativo que une tabuleiro e versão digital para tratar sobre temas de abrangência sócio-educativa

ROCHELLI DANTAS rochelli.dantas@diariodepernambuco.com.br

Unir os tradicionais jogos de tabuleiro com as novas tecnologias. Esta foi a ideia que o analista de sistemas Marcelo Vieira teve na busca por um projeto inovador. O ingrediente a mais foi a proposta do projeto ser um jogo educativo, que ensinasse as crianças enquanto elas brincam. Assim surgiu a Ensina Jogos Educativos. A versão piloto é o jogo Liga dos Guardiões das Cidades – No Combate ao Aedes Aegypt, que trata de forma lúdica quais as principais formas de combate ao mosquito transmissor de doenças como a dengue, a zika e a chikungunha.

“Passei seis meses estudando jogos de tabuleiros, buscando uma forma de unir esses jogos com o mundo digital. Daí, criei uma versão que une as duas propostas e trata sobre temas que estão no dia a dia das crianças e adultos. A proposta foi ter algo educativo, que pudesse ser trabalhado nas escolas”, conta Marcelo Vieira, criador do projeto.

O projeto traz o tradicional jogo de tabuleiro atrelado a um sistema que pode ser acessado em um celular, tablet ou computador. A proposta é oferecer informações sobre todo o ciclo de vida do mosquito, ensinando as boas práticas de prevenção e combate. “A leitura e a compreensão do texto tanto no tabuleiro quanto na versão digital ativam as atividades cerebrais da linguagem, estimulando o conhecimento e a interação”, ressalta Vieira.

A disputa pode ser realizada por até cinco participantes. A cada rodada, os jogadores respondem a perguntas e respostas apresentadas na versão digital, além de participar de desafios que simulam situações da vida real. No tabuleiro, eles avançam seguindo uma trilha de conhecimentos. A versão piloto demorou ao menos 1,5 ano para ser concluída porque, além do sistema de operação do jogo, era preciso criar a linguagem e o conteúdo do material.

“Busquei diversas consultorias. Primeiro uma de linguagem e revisão de texto, depois uma especialista que elaborasse as perguntas e respostas. Em seguida, fui atrás da Fiocruz para que desse a chancela de que o material estava completo. Foi aí que consegui uma consultoria técnica e científica do jogo e, em seguida, uma consultoria que adaptasse o material também a demanda da Nova Base Comum Curricular, que prevê o desenvolvimento de habilidades sócio-emocionais”, detalha.

Após finalizado, o material foi testado em escolas públicas e particulares do Recife. “Agora entramos em uma nova etapa que é a comercialização do material tanto para pessoa física quanto para jurídica”, afirma.

De acordo com o empresário, pelo menos quatro escolas particulares do Recife já adquiriram material. Além disso, a Secretaria de Educação do Rio de Janeiro solicitou uma amostra para análise. Enquanto comercializa o primeiro jogo, a empresa já se movimenta para iniciar a produção de outras três versões, que devem começar a sair do papel já no próximo ano: Sustentabilidade e Meio Ambiente, Combate às drogas e Mobilidade urbana. “Em janeiro, iniciaremos a desenvolver o de Sustentabilidade e Meio Ambiente. Pelo nosso plano de ação, a ideia é em junho iniciar o terceiro material. Depois que o piloto é desenvolvido, tudo flui melhor porque já identificamos o que precisamos”, diz.

Fonte: http://www.impresso.diariodepernambuco.com.br/noticia/cadernos/economia/2018/11/um-game-em-plataforma-mista.html